06/05/18 - Superliga

Papa-títulos, Serginho e Marcelo Mendez disparam entre os maiores campeões da Superliga

O sucesso do Sada Cruzeiro, campeão de absolutamente tudo o que já disputou, passa por diversos fatores: um projeto sério, comprometido, que investe na modalidade e nas categorias de formação. E, entre tantas variáveis, uma sempre se destacou: a manutenção da base do elenco durante tantos anos. Prova disso, dois dos pilares desse grupo – Marcelo Mendez e o líbero Serginho – evidenciam marcas históricas com a conquista do hexacampeonato da Superliga neste domingo, 6, no Mineirinho.

Responsável pela formação do elenco e no comando do grupo cruzeirense desde 2009, o técnico argentino faz sua nona temporada no Sada Cruzeiro. E com o título desta manhã, o seu sexto do Brasileiro, dispara no ranking dos maiores campeões da história da Superliga entre os treinadores. Ele tem o dobro das taças levantadas pelos profissionais que aparecem em segundo lugar: Marcos Pacheco e Carlos Castanheira, o Cebola, conquistaram três cada um.

Marcelo Mendez dispara como treinador mais vitorioso da Superliga – Agencia i7/Sada Cruzeiro

“Acho que tive a sorte de chegar em um clube que me permitiu fazer as coisas como eu gosto, como eu acredito. Me permitiram escolher os jogadores e as coisas foram andando. Grandes atletas, grande comissão técnica e uma diretoria forte de um clube que dá tudo o que precisamos. Esse é o segredo. Foi essa combinação que permitiu estes grandes títulos. Este ano mostramos superação na semifinal e agora na final nos momentos decisivos. Não poderíamos esperar nada diferente de um elenco como o nosso”, comentou Marcelo Mendez.

Enquanto isso, entre os atletas, o líbero cruzeirense se destaca não apenas pela camisa diferente que farda em quadra, mas pela quantidade de medalhas que guarda em casa. Serginho, que no ano passado tornou-se o maior campeão da Superliga, chega agora ao seu nono título da competição e se isola na contagem. Dois centrais com passagens vitoriosas pela Raposa aparecem atrás dele: Éder Carbonera, com sete, e Douglas Cordeiro, com seis.

“Hoje foi difícil, fisicamente falando. Foi um jogo de superação e o time me abraçou. Eu passei muito mal durante a noite, achei que não ia conseguir jogar, estou até agora sem comer, tive febre e foi difícil. Mas o time me deu apoio o tempo inteiro, o Marcelo me passou tranquilidade no vestiário, o Sr. Vittorio, o presidente, me viu chorando e me fez entender que isso aqui não é um time comercial. Tem muito amor, muita paixão. E o apoio da galera, que sabia que eu não estava 100%, e me disse: “a gente precisa de você”. Isso tudo foi determinante para que eu entrasse e jogasse bem. E eu acho que fui bem. Escutei isso do chefe também, o Marcelo disse que foi a melhor final que eu fiz. Esses comentários positivos a gente tem que guardar pra sempre”, revelou o líbero Serginho.